domingo, 10 de maio de 2015

Mãe: Missão e amor

Esse dia das mães, para mim, foi diferentemente especial! 

Não tive meu filho mais velho por perto, mas senti-me imensamente realizada e plena com a prazerosa sensação de dever cumprido! 

Confesso que desde que adoeci em 2004 e que ele tinha só 12 anos sempre me angustiei ao pensar se teria tempo para vê-lo "homem". Deus me permitiu prosseguir, ele se tornou adulto e muitas reflexões surgiram nessa caminhada.

Quando eu tinha 16 anos e minha mãe morreu, me senti desesperada, injustiçada e indignada por minha mãe partir tão cedo, sem "acabar de me criar". 
Mas, o tempo, "o senhor de todos os remédios", me mostrou o quanto eu era equivocada.

16 anos são, de fato, muito pouco tempo para desfrutarmos da companhia daquela que mais amamos na vida. MÃE deveria ser eterna.
Mas, percebi ao longo dos meus desafios na fase adulta, que 16 anos foram suficientes para que ELA, a rainha do lar, incutisse em meu caráter o que realmente era importante na vida. Ética, esforço pessoal, amor familiar, retidão e perseverança foram algumas das qualidades que ela me ensinou em tão pouco tempo de convivência e que foram determinantes em várias boas escolhas que fiz. 

Quando me tornei mãe, há 23 anos atrás, comecei a me questionar até quando deveria ir a missão de uma mãe? 
Confrontava o fato da minha ter partido tão cedo com aquelas mães que chegavam aos 80 anos de idade e ainda se diziam sobrecarregadas pelos problemas dos filhos.
Será que a minha missão de mãe só terminaria quando eu morresse?
Será que aquele amor incondicional e inominável que a maternidade me fez sentir, imporia também esse sacrifício hercúleo de vincular minha existência presente e futura às demandas eternas dos filhos?
Há mães que acham isso. E, pior, há aquelas que acham e aplicam esse modelo de maternidade, pois se assim não agirem, é como se "não amassem seus filhos".
Mas, eu nunca engoli esse padrão e lutei, e luto bravamente ainda contra esse impulso doentio da "mãe eternamente necessária". 
Para mim, a missão de criar um ser humano autônomo e independente é totalmente distinta da dádiva de amar um filho. 
O amor é infinito, mas a criação e a interferência  em suas vidas não devem ser.

Depois de uma certa idade, seus assuntos pessoais não devem mais nos interessar. Apenas devemos estar ALI, a postos, para que, quando e se desejarem, trocarmos idéias e experiências e até prestarmos algum socorro. Nada mais além disso. 

Nem o maior amor do mundo nos permitirá viver por eles. 
Acertarão e errarão... 
E, ao final, colherão os frutos bons e ruins de suas escolhas. 
O que tinha para ser ensinado, já foi. Se não foi, paciência.

Para que os filhos se tornem adultos, basta que haja dedicação e boa orientação naqueles que são os anos mais valiosos de suas vidas , mas, uma vez adultos, temos que suprimir nosso egoísmo e não só deixá-los, como motivá-los a seguir em frente. 

Temos que saber "morrer" como mãe educadora, e , ao mesmo tempo, permanecer viva como mãe amiga

Obrigada mãe por seu amor...
Obrigada Deus pelo tempo concedido.
Obrigada Lucas, por me proporcionar essa satisfação e vitória!
E, vamos em frente Caio, porque nossa estrada é longa!! 
Amo vocês!



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